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8 de março de 2015

8 livros para o Dia Internacional da Mulher

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Oi gente! Hoje estamos com uma lista de livros que achamos relevantes para esse dia. Mães, mulheres e garotas que sofrem mas que lutam por seus direitos, descrevem as dificuldades que passaram e como conseguiram superar esses empecilhos que a sociedade as impõem.

Alguns são histórias reais e outros pura ficção, mas todos com sua importância. A maioria infelizmente não lemos, mas estão todos em nossa lista de desejados e quando houver oportunidades leremos e faremos resenhas para vocês.

Não estão em nenhuma ordem específica, escolhemos livros que de algum modo se encaixam. :) 


Eu Sou Malala

Malala Yousafzai, Patricia McCormick

Não-ficção
Quando o Talibã tomou controle do vale do Swat, Malala Yousafzai recusou-se a permanecer em silêncio e lutou pelo seu direito à educação. Mas em 9 de outubro de 2012, uma terça-feira, ela foi atingida na cabeça por um tiro à queima-roupa dentro do ônibus no qual voltava da escola. Poucos acreditaram que ela sobreviveria.
Mas a recuperação milagrosa de Malala a levou em uma viagem extraordinária de um vale remoto no norte do Paquistão para as salas das Nações Unidas em Nova York. Aos dezesseis anos, ela se tornou um símbolo global de protesto pacífico e a candidata mais jovem da história a receber o Prêmio Nobel da Paz. Eu sou Malala é a história de uma família exilada pelo terrorismo global, da luta pelo direito à educação feminina e dos obstáculos à valorização da mulher em uma sociedade que valoriza filhos homens. 

O Diário de Anne Frank

Anne Frank

Não-ficção

Anne Frank escreveu em seu diário toda a tensão que a família Frank sofreu durante a Segunda Guerra Mundial. Ao fim de longos dias de silêncio e medo aterrorizante, eles foram descobertos pelos nazistas e deportados para campos de concentração. Anne inicialmente foi para Auschwitz, e mais tarde para Bergen-Belsen. Seu diário destaca sentimentos, aflições e pequenas alegrias de uma vida incomum, problemas da transformação da menina em mulher, o despertar do amor, a fé inabalável na religião e, principalmente, revela a rara nobreza de um espírito amadurecido no sofrimento.



A Resposta

Kathryn Stockett

Skeeter, 22 anos de idade, acabou de voltar para a casa dos pais após graduar-se na universidade Ole Miss. Possui um diploma, mas o ano é 1962, a cidade é Jackson, no Mississippi, e sua mãe não vai sossegar até ver a filha com um anel de noivado no dedo. Normalmente, Skeeter encontraria consolo junto de sua adorada Constantine, a empregada da casa e a mulher que a criou, mas Constantine desapareceu e ninguém parece disposto a contar a Skeeter para onde ela foi.
Drama/Ficção
Aibileen é uma empregada negra, mulher sábia e imponente, que já está criando sua décima sétima criança branca. Algo mudou dentro dela depois da perda do filho, morto enquanto seus patrões faziam vista grossa. Aibileen é devotada à menininha de quem cuida, apesar de saber que ambas correm um sério risco de se magoarem nessa relação.
Minny, a melhor amiga de Aibileen, é uma mulher baixinha, gorda e talvez a mais boca-suja do Mississippi. Cozinha como ninguém, mas não consegue controlar a própria língua e, por isso, perde um emprego atrás do outro. Minny finalmente encontra serviço trabalhando para uma mulher que acabou de chegar à cidade e por conta disso não sabe da reputação da criada. Mas a nova patroa de Minny tem seus próprios segredos.
Embora bastante diferentes umas das outras, essas mulheres vão unir forças num projeto clandestino que colocará todas em perigo. Por quê? Porque estão se sentindo sufocadas pelos limites e pelas regras que as norteiam e pela época em que vivem. E também porque limites, algumas vezes, foram feitos para serem ultrapassados.

Em vozes perfeitamente recriadas, Kathryn Stockett nos apresenta três mulheres fora de série cuja determinação de dar início a um movimento transforma uma cidade e a maneira como as mulheres – mães, filhas, empregadas domésticas, amigas – veem umas as outras. Romance profundamente enternecedor, tocante, cheio de humor e esperança, A Resposta é uma história atemporal e universal sobre os limites que respeitamos e sobre aqueles os quais precisamos ultrapassar.


Precisamos Falar Sobre Kevin

Lionel Shriver

Aos 15 anos, o personagem Kevin mata 11 pessoas, entre colegas no colégio e familiares. Enquanto ele cumpre pena, a mãe Eva amarga a monstruosidade do filho. Entre culpa e solidão, ela apenas sobrevive. A vida normal se esvai no escândalo, no pagamento dos advogados, nos olhares sociais tortos.
Crime/Ficção
Transposto o primeiro estágio da perplexidade, um ano e oito meses depois, ela dá início a uma correspondência com o marido, único interlocutor capaz de entender a tragédia, apesar de ausente. Cada carta é uma ode e uma desconstrução do amor. Não sobra uma só emoção inaudita no relato da mulher de ascendência armênia, até então uma bem-sucedida autora de guias de viagem.

Cada interstício do histórico familiar é flagrado: o casal se apaixona; ele quer filhos, ela não. Kevin é um menino entediado e cruel empenhado em aterrorizar babás e vizinhos. Eva tenta cumprir mecanicamente os ritos maternos, até que nasce uma filha realmente querida. A essa altura, as relações familiares já estão viciadas. Contudo, é à mãe que resta a tarefa de visitar o "sociopata inatingível" que ela gerou, numa casa de correção para menores. Orgulhoso da fama de bandido notório, ele não a recebe bem de início, mas ela insiste nos encontros quinzenais. Por meio de Eva, Lionel Shriver quebra o silêncio que costuma se impor após esse tipo de drama e expõe o indizível sobre as frágeis nuances das relações entre pais e filhos num romance irretocável.

A Mãe

Maksim Górki

Não-ficção
Baseado em fatos reais ocorridos nas fábricas de Sormovo, na Rússia tsarista, onde Gorki conheceu o operário Zamolov (Pavel Vlassov no livro), militante revolucionário, e sua mãe, Anna (Pelágia Nilovna no livro, que se dispõe à arriscada tarefa de distribuição de panfletos), protagonistas das manifestações do 1º de Maio de 1902, nessa cidade, e da conseqüente prisão e julgamento dos envolvidos. Neste livro o autor dá-nos a conhecer todo o sofrimento do povo russo no limiar do século XX e que o próprio Gorki viveu, mas sente-se, ao mesmo tempo, neste relato a esperança de que triunfem aqueles que lutam pela justiça. A personagem central, A Mãe, uma mulher de bastante idade que só aos poucos vai percebendo o ideal revolucionário pelo qual o seu filho Paulo se bate. E, mais tarde, quando o filho é deportado é a velha Pelágia que toma o seu lugar, para dar continuidade, na sua vez, à sua luta. Este romance é um retrato dramático e fascinante da luta revolucionária vista a partir da ótica familiar e do mundo dos trabalhadores.


No Escuro

Elizabeth Haynes

Catherine aproveitou a vida de solteira por tempo suficiente para reconhecer um excelente partido quando o encontra: lindo, carismático, espontâneo... Lee parece bom demais para ser verdade. Suas amigas concordam plenamente e, uma por uma, todas se deixam conquistar por ele.
Crime/Suspense e Mistério
Com o tempo, porém, o homem louro de olhos azuis, que parece o sonho de qualquer mulher, revela-se extremamente controlador e faz com que Catherine se sinta isolada. Amedrontada pelo jeito cada vez mais estranho de Lee, ela tenta terminar o relacionamento, mas, ao pedir ajuda aos amigos, descobre que ninguém acredita nela. Sentindo-se no escuro, ela planeja meticulosamente como escapar dele.

Quatro anos mais tarde, Lee está na prisão e Catherine, agora Cathy, tenta reconstruir a vida em outra cidade. Apesar de seu corpo estar curado, ela agora é uma pessoa bastante diferente. Obsessivo-compulsiva, sempre tentando se esconder, vive com medo e insegura. Seu novo vizinho, Stuart Richardson, a incentiva a enfrentar seus temores. Com sua ajuda, Cathy começa a acreditar que ainda é possível levar uma vida normal. Até que um telefonema inesperado muda tudo.

Tem resenha dele no blog! 

A Casa do Céu

Amanda Lindhout, Sara Corbett

Quando criança, Amanda escapava de um lar violento folheando as páginas da revista National Geographic e imaginando-se em lugares exóticos. Aos dezenove anos, trabalhando como garçonete, ela começou a economizar o dinheiro das gorjetas para viajar pelo mundo. 
Não-ficção

Na tentativa de compreendê-lo e dar sentido à vida, viajou como mochileira pela América Latina, Laos, Bangladesh e Índia. Encorajada por suas experiências, acabou indo também ao Sudão, Síria e Paquistão. Em países castigados pela guerra, como o Afeganistão e o Iraque, ela iniciou uma carreira como repórter de televisão. Até que, em agosto de 2008, viajou para a Somália — “o país mais perigoso do mundo”. No quarto dia, ela foi sequestrada por um grupo de homens mascarados em uma estrada de terra.

Mantida em cativeiro por 460 dias, Amanda converteu-se ao islamismo como tática de sobrevivência, recebeu “lições sobre como ser uma boa esposa” e se arriscou em uma fuga audaciosa. Ocupando uma série de casas abandonadas no meio do deserto, ela sobreviveu através de suas lembranças — cada um dos detalhes do mundo em que vivia antes do cativeiro —, arquitetando estratégias, criando forças e esperança. Nos momentos de maior desespero, ela visitava uma casa no céu, muito acima da mulher aprisionada com correntes, no escuro e que sofria com as torturas que lhe eram impostas.

De maneira vívida e cheia de suspense, escrito como um excepcional romance, 'A Casa do Céu' é a história íntima e dramática de uma jovem intrépida e de sua busca por compaixão em meio a uma adversidade inimaginável.


Uma Vida Interrompida

Alice Sebold

A narradora da história tem apenas 14 anos e sonhava ser fotógrafa enquanto ainda tinha toda a vida pela frente. A saga de Susie Salmon tem como ponto de partida o dia em que foi estuprada e morta.
Drama/Ficção
Alice Sebold constrói uma narrativa ousada ao levar Susie para o céu, de onde passa a observar a vida na terra e contar a história de sua família traumatizada. Por estar inconformada com sua morte precoce, e entediada com a vida no céu, a garota decide então acompanhar como seus parentes, amigos e o próprio assassino continuaram suas vidas após a tragédia.
A história tem boas doses de humor e esperança. O pai da garota assassinada, Jack Salmon, e o chefe da polícia local, Len Fenerman, querem vingança. Sua mãe coemça a ter sentimentos inadequados após sua morte. Sua irmã torna-se a garota mais popular e, ao mesmo tempo, a mais rejeitada do colégio.
Enquanto o irmão mais novo de Susie, de 4 anos, fica desnorteado querendo que os pais parem de chorar, procura saber quando sua irmã mais velha chega "de viagem". O menino de quem a garota gostava continua a sua vida, e acaba se vendo envolvido em um acontecimento milagroso.
A inspiração da história tem a ver com a vida da própria autora. Alice Sebold foi estuprada em um beco do campus da universidade onde estava no primeiro ano e sonhava ser poeta, aos 19 anos.
Ao chegar à delegacia, machucada, assustada e não mais virgem, ouviu de um dos investigadores que várias mulheres haviam sido estupradas e mortas no mesmo beco antes dela.

Nós esperamos que vocês tenham gostado dessa lista. É uma lista pessoal nossa de livros que realmente gostamos e temos muito interesse em ler. Comentem quais livros vocês já leram ou pretendem ler!

Faltou algum livro importante na nossa lista? Comente, queremos saber sua opinião! :D
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4 comentários

  1. Legal, muito boas indicações!!! :D Alguns já li, outros, vou atrás!
    Obrigada!
    Natasha
    www.redemunhando.wordpress.com

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    Respostas
    1. Ficamos muito felizes que você tenha gostado da lista <3
      Beijos!

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  2. Um livro que até hoje eu me pergunto por que não li é o Diário de Anne Frank. Já ouvi tantas coisas boas. E outro que também acho que deve dar uma boa leitura é A resposta.

    http://ventoliterario.blogspot.com.br

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    Respostas
    1. Estou lendo Anne Frank atualmente, e demorei anos para começar essa leitura rs
      Quero muito ler "A Resposta", o tema chamou muito a minha atenção!

      Beijos!

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