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25 de novembro de 2015

Falando sobre: A Resposta

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Autora: Kathryn Stockett
Editora: Bertrand Brasil
573 Páginas                                                                                                          Sinopse: Uma história de otimismo ambientada no Mississippi em 1962, durante a gestação do movimento dos direitos civis nos EUA.
Eugenia Skeeter Phelan acabou de se graduar na faculdade e está ansiosa para tornar-se escritora, mas encontra a resistência da mãe, que quer vê-la casada. Porém, o único emprego que consegue é como colunista de dicas domésticas do jornal local. É assim que ela se aproxima de Aibellen, a empregada de uma de suas amigas. Em contanto com ela, Skeeter começa a se lembrar da negra que a criou e, aconselhada a escrever sobre o que a incomoda, tem uma ideia perigosa: escrever um livro em que empregadas domésticas negras relatam o seu relacionamento com patroas brancas.
Mesmo com receio de prováveis retaliações, ela consegue a ajuda de Aibileen, empregada que já ajudou a criar 17 crianças brancas, mas chora a perda do próprio filho, e Minny, cozinheira de mão cheia que, por não levar desaforo para casa, já esteve por diversas vezes desempregada após bater boca com suas patroas. Uma história emocionante e estarrecedora onde a cor da pele das pessoas determina toda a sua vida. Um livro que, devido ao seu tema, chegou a ser recusado por quase sessenta editoras antes de ser publicado.
A história ganhou adaptação para o cinema, no Brasil com o nome "Histórias Cruzadas". O filme foi indicado ao Oscar em 2012 na categoria melhor atriz, melhor atriz coadjuvante e melhor roteiro adaptado
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Oi gente! O livro de hoje alguns de vocês sentiram falta no último post que fizemos a lista de livros para o Dia da Consciência Negra. Para quem não reconhece pelo título, a adaptação cinematográfica se chama "Histórias Cruzadas". :)

É um livro que demonstra a sociedade norte americana da década de 1960, mais especificamente na cidade de Jackson no Mississípi, que pelo o que entendi era um dos estados mais radicais nas questões raciais. A narrativa é em primeira pessoa com capítulos divididos entre as três personagens principais: a Skeeter, uma jovem branca que se formou recentemente da faculdade e voltou para a casa dos pais; a Aibileen, uma empregada negra de meia idade que já cuidou de muitas crianças brancas da cidade e Minny uma empregada um pouco mais jovem que Aibileen, que nunca leva desaforo para casa.


A Skeeter tem duas melhores amigas, Elizabeth e Hilly, ambas fazem parte de uma Liga de mulheres que pensa na saúde e na integridade da comunidade branca. Por Skeeter ter voltado da universidade, ela consegue perceber os erros que acontecem com as empregadas negras. Por exemplo, sua melhor amiga Hilly criou um de projeto de lei para que todas as famílias brancas façam um banheiro separado para as empregadas, para evitar a proliferação de doenças.
"Porque ninguém nunca fala a respeito disso. Ninguém nunca fala sobre nada, aqui."
A partir daí, Skeeter sendo a editora desse jornal da Liga de mulheres, fica horrorizada com esse projeto e começa a tentar entrar em contato sorrateiramente com a empregada de Elizabeth, a Aibileen, para saber como uma ela se sente em relação à essa possível lei. Juntando essa indignação e a vontade de ser escritora, Skeeter decide mostrar o lado das empregadas que nunca foi apresentado, publicando um livro anonimamente com entrevistas de inúmeras mulheres.

Da esquerda para direita: Hilly, Aibileen, Skeeter e Minny

A Aibileen como já disse, trabalha para uma das melhores amigas da Skeeter, a Elizabeth, uma mulher jovem que não cuida da filha, não dá atenção à ela e por isso a própria criança trata Aibileen como a verdadeira mãe. A Skeeter oferece a ideia em segredo sobre a escrita do livro, mas inicialmente Aibee recusa-se pois tem medo de sofrer represálias sérias se for descoberta como uma das autoras.

"...e se a gente disser a verdade? Que a gente tem medo demais pra exigir o salário mínimo. Que ninguém paga os encargos sociais dos negros. Como é quando sua própria patroa chama você de..."
Depois da insistência de Skeeter, Aibileen se propõe a chamar outras mulheres para fazer relatos da vida cotidiana de cada uma. A muito custo, Aibee convence Minny, sua melhor amiga, a participar também.

A Minny é a mais engraçada de todas, perdeu vários empregos porque não consegue ficar quieta com as exigências das patroas. O último que perdeu era o de empregada da mãe de Hilly, contudo por não aceitar trabalhar para a filha e ter feito "A Coisa Horrível" (que só ficamos sabendo quase no desfecho do livro), ela não consegue arranjar trabalho pois Hilly contou mentiras para todas as mulheres brancas da cidade.   
"Não dou bola pra poder comer num balcão com gente branca. Dou bola pra se daqui a dez anos uma mulher branca vai chamar as minhas meninas de sujas e acusar elas de roubar prataria."
A Minny tem cinco filhos e um marido alcoólatra que pratica violência doméstica. Ela tem medo que ele descubra que perdeu o emprego e a machuque mais do que nunca. Após a ajuda de Aibileen ela consegue emprego na casa de Celia Foote, uma jovem nova na cidade que não tem amizade com nenhuma outra mulher e está imune às mentiras de Hilly.

O interessante nessa trama é que a Hilly é uma antagonista extremamente maluca e manipuladora de opiniões que consegue comandar todas as mulheres brancas da cidade. Quando a Minny faz "A Coisa Terrível", a vida dela vira de cabeça para baixo pois como a própria Aibileen diz:
"A madame branca nunca esquece. Ela só vai parar quando você estiver morta."
A Skeeter ficou anos longe de casa por causa dos estudos e quando voltou sua empregada Constantine tinha sumido, e sua mãe afirma que a empregada se demitiu. Portanto para ela, além de mostrar os fatos das mulheres negras também é importante descobrir o que aconteceu com Constantine e o porquê de todos não falarem a verdade.
"Não sei o que dizer pra ela. Só o que sei é que eu não vou dizer nada. E eu sei que ela não vai dizer o que quer dizer também e é uma coisa estranha o que acontece aqui, porque ninguém tá dizendo o que quer dizer e, mesmo assim, de algum jeito, é uma conversa que tá acontecendo."
A história demonstra as regras que não eram explícitas mas que todos sabiam, por exemplo, que um homem negro não podia sentar-se no mesmo banco que um branco; que um negro não podia usar o mesmo banheiro que um branco entre outras. Normas mentais que todos compreendiam mas não admitiam a verdade. O livro também retrata as reações das personagens em relação a acontecimentos históricos, como Martin Luther King e o assassinato do presidente Kennedy.

Além disso, acontecem inúmeras brutalidades com personagens secundários negros que exemplificam o preconceito e a violência da época e como esse ambiente externo influencia outras empregadas a ajudarem com as entrevistas. O livro vai representar a ajuda e a resposta que elas precisam, tudo colocado em anônimo simplesmente para mostrar o que elas sentem relação à sociedade.
"A gente tá contando histórias que precisam ser contadas."

Amei esse livro e o último capítulo me emocionou um pouco, pois a Aibileen é um amor. O filme é uma ótima adaptação, assista a ele se você estiver em dúvida sobre a leitura e você que já assistiu, leia porque há mais detalhes e é maravilhoso. <3 É um livro que fala sobre fatos diferentes: o racismo, a segregação racial, a mulher em sociedade, a submissão dela e muitas outras questões. :)



Espero que vocês tenham gostado da resenha, comentem o que vocês acharam da história e se vocês têm interesse em ler! Ah e lembrem-se: foca na leitura! 
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6 comentários

  1. Oi, já assistir o filme, mas ainda não li o livro, eu adorei o filme e tenho muita certeza que vou ama o livro, adorei a resenha, que bom que gostou.
    Abraços.
    http://litaralmentelivros.blogspot.com.br/

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    1. Oi Arthur!
      A leitura é ótima, realmente você vai amar :)
      Beijos!

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  2. Que bacana, gostei bastante do filme, mas não procurei saber sobre o livro. Espero lê-lo no futuro.

    Abraço!
    www.quadro42.blogspot.com

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    1. Oi Lucas!
      Muitas pessoas nunca ouviram falar do livro rs
      Boa leitura!

      Beijos!

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  3. Esse filme mora no meu <3, eu simplesmente adoro esses filmes que retratam os tempos antigos e mesmo se tratando de um assunto sério ele nos faz até mesmo rir.
    Simplesmente um ótimo livro, não vejo a hora de lê-lo.
    Abraços!
    http://umaleituraqualquer.blogspot.com.br/

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    1. Oi Gabriel!
      Também adoro! Sou viciada em histórias em períodos específicos, principalmente de guerras :)
      Espero que goste da leitura tanto quanto eu :D

      Beijos!

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