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14 de setembro de 2016

Falando Sobre: Apenas Um Garoto

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Autor: Bill Konigsberg 
Editora: Arqueiro 
Ano: 2016 
256 Páginas 

Sinopse: Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa. Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco. O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.
Este livro ficou aquém do que eu esperava. Mesmo assim, encontrei alguns pontos positivos e vou ressaltá-los também. Vamos entender:

Rafe é homossexual e se assumiu aos treze anos mas, desde que isso aconteceu, ele não para de ser rotulado como o garoto gay e isso o incomoda muito. Ele quer ser apenas um garoto, não o garoto gay. 

Para tentar acabar com este esteriótipo, Rafe decide entrar numa escola só para meninos, Natick, e esconder a orientação sexual. O plano funciona no início e ele finalmente consegue fazer amizade com os atletas e jogar futebol americano sem que seja rejeitado, mas tudo começa a dar errado quando ele se apaixona por um dos novos amigos héteros.
"Durante o verão inteiro eu havia repassado todos os cenários sobre assuntos gays na Natick. Eu tinha planos bem definidos. Seria livre de rótulos. Não pergunte e eu não conto. A única maneira de eu mentir seria se me perguntassem diretamente: 'Você é gay?'. Nesse caso, responderia que não. Mas mesmo assim não falaria que sou hétero. Eu não queria mentir; só não queria ser o garoto cuja característica principal era gostar de garotos." - Pág. 46.
E aqui eu já consigo destacar para vocês um ponto negativo: Rafe quer se livrar dos rótulos, mas ele mesmo rotula alguns dos amigos dele em pensamento. Achei isso bastante hipócrita. 

Apesar disso, um ponto positivo é o professor de Rafe. Ele sabe que o menino é gay (porque a mãe de Rafe contou) e pede para que o menino escreva sobre o que sente, sobre a vida e sobre a decisão de querer esconder uma parte de si mesmo. O que eu gostei disso tudo é que Rafe, com a escrita, tem a chance de ir se descobrindo e se entendendo aos poucos, o que o ajuda muito na hora de tomar decisões.

Mas, chegando a esse ponto, precisamos falar sobre como Rafe se relaciona com a família. Os pais dele nunca o rejeitaram ou fizeram chacota sobre o fato de ser gay. Muito pelo contrário, foram procurar grupos de apoio LGBT, livros sobre o assunto e resolveram até fazer uma festa para marcar o dia em que Rafe se assumiu. Sei que isso parece constrangedor, mas o que eu vi foi Rafe não valorizar a aprovação dos pais (pelo menos até o começo do final do livro). Ele chega, muitas vezes, a ser mal educado.

E sobre o final, ele deixou um pouco a desejar. Não posso falar sobre exatamente o que, porque seria spoiler, mas eu achei que poderia ter um epílogo ou algo parecido, porque me pareceu que o autor não soube amarrar muito bem o principal da história. 

Mas e vocês, o que acharam do livro? Já leram? Comentem!

Mais detalhes:
Foto: Pedro Zuccolotto
Foto: Pedro Zuccolotto
Um beijo e foquem na leitura!
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